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HISTÓRIA da INTERNET – Meios de Comunicação

História da Internet

História da Internet - Meios de Comunicação

ARPANET

 

O ano de 1969 foi importante do ponto de vista tecnológico. Além de ter sido marcado pela primeira viagem tripulada à Lua, esse ano viu também o nascimento do que veio se tornar uma das maiores revoluções das últimas décadas - a Internet.

Concebida originalmente como um projeto de Departamento de Defesa dos Estados Unidos, a ideia da ARPANET (Advanced Research Projects Agency Network), como era chamada, consistia em permitir a comunicação entre vários computadores dentro de uma mesma rede.

O primeiro teste, realizado em Outubro de 1969, foi a transmissão da palavra LOGIN de um computador localizado em uma laboratório na Universidade da Califórnia (UCLA) para outro situado na Universidade Stanford, no mesmo Estado. Curiosamente, somente as letras iniciais LO foram recebidas.

Na década seguinte, os cientistas Robert Kahn e Vinton Cerf desenvolveram o protocolo TCP/IP, que em 1983 foi adotado pela ARPANET. O protocolo TCP/IP estabeleceu o padrão para o tipo de comunicação que temos até hoje na Web.

A década de 80 também foi marcada pela popularização dos chamados Computadores pessoais (PC), cujo conceito havia sido desenvolvido em 1977 pela dupla Steve Jobs e Steve Wozniak, com o Apple II.

 

 

WORLD WIDE WEB

 

Por fim, no começo da década de 90, ou mais precisamente em 1989, a tecnologia da world wide web, foi concebida e desenvolvida pelo cientista britânico Tim Berners-Lee, que trabalhava com ciência da computação no CERN, laboratório dedicado à pesquisa nuclear na Suíça.

Tim percebeu que um grande problema que afetava o trabalho dos cientistas no CERN, era o fato de que as informações estavam localizadas em computadores diferentes e, algumas vezes, era necessário se aprender um programa diferente em cada um deles.

Foi aí que Tim Berners-Lee escreveu a proposta que ele chamou de Information Management: A Proposal. A ideia era que os computadores do CERN pudessem compartilhar informações sobre seus experimentos em forma de hipertexto.

Mas por mais incrível que pareça, a ideia de Tim não foi aceita pelo seu chefe na época, Mike Sendall, que limitou-se a anotar que o projeto era empolgante, mas era vago.

Sem se desanimar, Tim Berners-Lee desenvolveu no ano seguinte as três linguagens básicas da Web: Html, Http e URL. Além disso, ele ainda desenvolveu o primeiro browser e o primeiro servidor.

Em 1991, pessoas de fora da comunidade científica da CERN foram convidadas a entrar na Web. E nesse momento, Tim se viu diante de uma dilema: ele poderia simplesmente cobrar para as pessoas fazerem parte da sua rede, ou poderia deixá-la livre de royalties ou quaisquer outras permissões.

Para a sorte de todos nós ele escolheu a segunda opção, e em pouco mais de dez anos a World Wide Web iniciou uma grande revolução, que alguns chamam de revolução digital.

Em 1995, Bill Gates da empresa Microsoft, percebendo a revolução que seria a internet aliada à Web, garantiu que todos os seus computadores e softwares fossem adaptados para o novo universo digital que estava em seu início.

Definitivamente, a Microsoft foi a única grande empresa de computação que acompanhou a crescimento da Web desde o princípio, fazendo com que ela pudesse se expandir e popularizar rapidamente.

A pioneira na criação de computadores pessoais, Apple, que teve um certo declínio comercial na década de 90, rapidamente se adaptou e começou a oferecer uma série de produtos digitais no novo século que se iniciou.

Não restam dúvidas de que a Internet veio para ficar. Foram criados novos conceitos até mesmo para definir as crianças nascidas a partir da revolução da Web. os nativos digitais.

Por outro lado, a Internet também trouxe perigos. Os crimes ficaram mais sofisticados e, ao mesmo tempo, os governos e as grandes organizações passaram a investir cada vez mais em segurança cibernética.

HISTÓRIA DO JORNAL E REVISTA

Jornal e Revista

História do Jornal e Revista.

 

HISTÓRIA DO JORNAL E REVISTA

 

NO PRINCÍPIO

De uma forma geral, a humanidade sempre precisou de comunicar. O filósofo grego Aristóteles afirmava no século IV a.C que o homem é um animal naturalmente político. E político nestes termo, significava alguém que vive em comunidade. Por conseguinte, a comunicação acompanha a própria ideia clássica de humanidade.

E nos séculos seguintes ao período da Grécia antiga nada mudou. Revistas e jornais são suportes modernos para aquilo que sempre foi comum aos seres humanos: a informação.

E a sua existência veio da necessidade de se preservar essa informação e divulgá-la para o maior número de pessoas possível e também para os lugares mais distantes. Por outro lado, a existência de jornais e revistas pressupunha uma habilidade que poucas pessoas dominavam no início do período moderno: a leitura.

 

A PRENSA DE GUTENBERG

O século XV na Europa foi um momento de muitas transformações. A meio caminho entre ocidente e oriente, a cidade de Constantinopla, último bastião do milenar império romano, havia caído sob os ataques do turcos otomanos.

No lado mais ocidental da Europa, os portugueses iniciaram as suas célebres navegações e explorações por todo o continente africano, tendo sido o primeiro povo europeu a encontrar uma nova rota para as Índias.

No sul da península ibérica, o último reino islâmico da Europa foi finalmente dissolvido pelos reis católicos, Fernando e Isabel, abrindo espaço para a fundação da monarquia de Espanha poucos anos depois.

Mas coube a um alemão chamado Johannes Gutenberg a glória de ter introduzido na Europa a impressão por tipos móveis, que havia sido desenvolvida séculos antes na China.

Ao contrário dos chineses, a máquina de prensa de Gutenberg gerou desdobramentos que influenciaram decisivamente a história europeia, e mundial, pelos séculos seguintes.

 

OS PRIMEIROS JORNAIS E REVISTAS

Porém, foi somente no século 17 que surgiram os primeiros jornais e revistas. E o pioneirismo coube novamente aos alemães. E mais, os anos em que foram lançados o primeiro jornal e a primeira revista impressos, eram relativamente próximos - 1650 e 1663. O jornal chamava-se Einkommende Zeitungen e a revista Erbauliche Monaths Unterredungen.

Em 1665, os ingleses publicaram o seu primeiro jornal, e em 1690 foi a vez dos americanos, ainda um grupo de colônias inglesas na América do Norte. Por outro lado, na América Espanhola a história se passou de forma diferente.

Desde o começo do século 16 que se imprimiam livros na América Espanhola. Diferente do Brasil, que enquanto colônia portuguesa, só teve a imprensa liberada em 1808, quando da transferência da corte portuguesa para o Rio de Janeiro, com a fundação da Imprensa Régia.

E no mesmo ano, começou a publicar-se no Brasil a Gazeta do Rio de Janeiro. Alguns jornais surgidos no período, como o Diário de Pernambuco (1825) e o Jornal do Commercio (1827) continuaram existindo até o século 21. Atualmente, o Diário de Pernambuco é o periódico mais antigo da América Latina em circulação.

 

 

AS CHARGES ENTRAM EM CENA

No começo do século 19, os franceses criaram as charges. O objetivo delas além da sátira, era a crítica política e social. Quase na mesma época, os jornais e revistas em circulação no Brasil também começaram a publicar charges. Podemos citar como exemplo a Lanterna Mágica, Semana Ilustrada, Vida Fluminense e O Mosquito.

No começo do século 20, outra revista que ficou famosa pelas charges foi a revista Fon Fon, que teve o pioneirismo de publicar charges da primeira mulher cartunista do Brasil, e uma das primeiras a nível mundial: Nair de Teffé, que era viúva do presidente da república Marechal Hermes da Fonseca.

 

JORNAIS E REVISTAS NA ERA DIGITAL

Atualmente, a concepção do que é um jornal ou uma revista foi adquirindo novos contornos, acompanhado a revolução tecnológica e as novas mídias sociais. Além disso, praticamente qualquer pessoa com acesso à internet pode começar a publicar online.

Evidentemente, a democratização do acesso à web não foi acompanhada por um incremento na qualidade das publicações, mas de todo modo a “imprensa” ganhou muito em diversidade.

 

HISTÓRIA DO CINEMA

História do Cinema.

História do Cinema.

NINGUÉM INVENTOU O CINEMA

O primeiro desses inventos correlatos chamava-se Cinetoscópio, e foi desenvolvido por Thomas Edison e William Dickson. O invento foi exibido na Feira Mundial de Chicago do ano de 1893.

O Cinetoscópio, também chamado de Kinetoscópio, consistia na exibição, por um olho mágico, de imagens filmadas gravadas em sequência sobre películas de 35mm que, dentro de uma caixa de madeira, eram acionadas por um mecanismo, dando assim a impressão de movimento.

Dois anos depois, o mesmo Dickson junto com outro inventor chamado Herman Casler, aprimoraram o Cinetoscópio para uma versão mais barata e comercial chamada Mutoscópio. Em vez de uma película de 35 mm, o Mutoscópio fazia uso de outra de 70 mm.

No final daquele mesmo ano de 1895, os irmãos Lumière, de origem francesa, inventaram o cinematógrafo. O invento deles adotava em princípio as bases do Cinetoscópio e do Mutoscópio, só que projetando as imagens em uma tela.

Por outro lado, outros inventores franceses como Charles-Émile Reynaud, com seu Praxinoscópio, e Léon Bouly, que cunhou o termo cinematógrafo mas sem patenteá-lo, também deram contribuições importantíssimas para o desenvolvimento dos primeiros projetores.

 

OS PRIMEIROS FILMES E ESTÚDIOS DE CINEMA

 O primeiros “filmes” exibidos pelos irmãos Lumière em 1895, eram na verdade uma coleção de sequências curtas, por volta de 50 segundos, que exibiam o dia a dia das pessoas na França e outros lugares do mundo.

Pouco tempo depois, com a popularização do invento, outras pessoas foram tendo novas ideias para filmes e até mesmo os primeiros “efeitos especiais”. Foi o caso do mágico ilusionista Georges Méliès, que percebeu o potencial do cinematógrafo para criar na tela os mesmos truques que ele fazia nos palcos.

A técnica de colorização foi criada, ainda de forma rudimentar, entre 1906 e 1909. No entanto, na década de 30 ela já estava bem desenvolvida, e alguns filmes coloridos da época, como E O Vento Levou e O Mágico de Oz, são clássicos até os dias de hoje.

O primeiro filme falado, O Cantor de Jazz, foi lançado em 1927, mas novamente os filmes falados só se tornaram mais comuns na década de 30. Neste sentido, é emblemática a atuação de Charles Chaplin, criador do personagem Carlitos. Obstinadamente, ele se recusou a incorporar a fala ao seu personagem, tendo feito isso de forma séria, somente com seu clássico O Grande Ditador, de 1940.

Evidentemente, para gerir toda a indústria que se formou em torno do cinema, era necessário uma grande indústria cinematográfica. Hoje, o nome de Hollywood é conhecido internacionalmente, mas poucos sabem seus começos foram modestos no princípio da década de 10 em Los Angeles.

O fato é que até antes das Primeira Guerra Mundial, o eixo do cinema a nível mundial encontrava-se na Europa. Após a guerra, os Estados Unidos adquiriram proeminência em vários aspectos, inclusive na indústria cinematográfica.

 

A ERA DE OURO DO CINEMA AMERICANO E DEPOIS 

Convencionou-se chamar o período entre os anos 20 e os anos 60, como a era de ouro do cinema americano. E realmente, podemos identificar nessa época vários filmes que se tornaram clássicos, como O Garoto, E O Vento Levou, Casablanca, Cantando na Chuva e Cleópatra.

Depois desse período, os filmes americanos passaram a adquirir um tom mais contestatório e pessimista, o que acompanhava todos os movimentos de juventude a nível mundial que criticavam o status quo. Um bom exemplo desse período é Taxi Driver.

Porém, a partir do final dos anos 70, os chamados filmes pipoca vêm a público. São grandes produções cujo propósito é entreter, mas que ao mesmo tempo podem trazer alguma dose de crítica social ou análise filosófica. Um exemplo clássico de filme deste filão é Star Wars e filmes de super heróis em geral.

Atualmente, existe uma grande variedade de produções e os cinemas se modernizaram muito em comparação com as primeiras salas de exibição, chamadas de nickelodeon, por causa do valor do ingresso (um níquel). Isto tudo prova que o cinema veio para ficar e sempre estará se adaptando aos novos padrões da modernidade.

HISTÓRIA DA TELEVISÃO

História da TV

História da Televisão

A TECNOLOGIA

Apesar de ser um invento do século 20, a história da televisão começa no século 19 quando foi desenvolvida a tecnologia que daria origem ao seu invento mais tarde. Essa tecnologia, como tantas outras desenvolvidas na mesma época, teve origem com um cientista alemão.

Este cientista, Karl Ferdinand Braun, inventou o tubo de raios catódicos em 1897. Este tubo de raios foi uma das peças fundamentais para os primeiros aparelhos de televisão, pois através deste tubo as imagens poderiam ser projetadas numa tela.

Porém, o mérito da primeira projeção de imagem em uma tela coube a um cientista russo. O nome dele era Boris Rosing e através de muitas experimentações, ele conseguiu em 1907 projetar uma imagem numa tela através de um tubo de raios catódicos.

Consequentemente, não causa nenhuma surpresa sabermos que um dos seus assistentes, o também russo Vladimir Zworykin, radicado nos Estados Unidos, é um dos pais da moderna televisão. Pode parecer estranho, mas a televisão não teve somente um inventor, por isso dizemos “um dos pais”.

QUEM AFINAL INVENTOU A TELEVISÃO?

Assim como em outros áreas do conhecimento e da criação humana, as invenções e descobertas são o resultado do esforço conjunto de vários cientistas que numa mesma época se debruçam sobre o mesmo problema.

Através do compartilhamento das experiências e resultados, outros cientistas, e não necessariamente do mesmo grupo de trabalho, conseguem fazer a pesquisa avançar até atingir o resultado esperado, e até mesmo outros não esperados. A verdade é que a ciência é um campo de eterna evolução e aprimoramento.

Sendo assim, Ferdinand Braun, Boris Rosing e Vladimir Zworykin podem ser considerados os pais da televisão até um certo ponto. Pois a glória final coube a Philo Farnsworth, que em 1927 fez uma demonstração pública de transmissão de imagens através de uma televisão rudimentar.

A SEGUNDA GUERRA MUNDIAL E A TELEVISÃO

Apesar da primeira televisão funcional ter sido desenvolvida no final da década de 20, as vicissitudes causadas pela Segunda Guerra Mundial fizeram com que as pesquisas para o seu aprimoramento e comercialização atrasassem 20 anos.

Naquela época, os países de ponta na pesquisa da televisão eram Rússia, Alemanha e Inglaterra. Evidentemente, o advento da guerra na Europa e a consequente destruição de toda infraestrutura dos países continentais envolvidos atrasou o desenvolvimento das pesquisas no velho continente.

Por outro lado, os Estados Unidos surgem como pioneiros da televisão após o final da guerra. E isso explica-se não somente pela questão tecnológica ou por não terem sofrido em próprio solo os efeitos da guerra.

Na realidade, a visão mercadológica da televisão foi o que mais propiciou o seu desenvolvimento em solo americano. Apesar de já existirem alguns poucos milhares de televisores nos Estados Unidos nas décadas de 30 e 40, é somente a partir da década de 50 que ocorre um boom nas vendas do aparelho.

A TELEVISÃO E O “AMERICAN WAY OF LIFE”

Rapidamente, a televisão se tornou um símbolo do capitalismo e do american way of life na década de 50. E isto não foi o resultado de um plano anterior para difundir valores capitalistas, mas foi pelo próprio desenvolvimento das empresas de teletransmissão.

A fusão das primeiras empresas de teletransmissão fez com que poucos canais tivessem uma cobertura nacional. Evidentemente, isso despertou o interesse de outras empresas que viram a oportunidade de anunciarem seus produtos através da televisão.

Certamente, dentro do contexto da Guerra Fria, a televisão também se tornou um campo de batalha ideológica e, aí sim, mais e mais programas passam a difundir o American Way of Life, em contraposição aos valores comunistas.

HISTÓRIA DO RÁDIO

História do Rádio

História do Rádio

PATERNIDADE DISPUTADA.

Assim como a televisão, a história do rádio também envolve uma briga pela “paternidade da invenção. A quem creditar o primeiro aparelho de radiotransmissão da história?

Um deles, o físico italiano Guglielmo Marconi, é o mais conhecido e reconhecido de todos. Vários manuais de história e programas infantis de ciência sempre creditaram a ele a invenção do rádio em 1896.

Entretanto, já há alguns anos, vários historiadores e pessoas nas redes sociais vêm trazendo à tona o nome do engenheiro sérvio Nikola Tesla. Este cientista, teria não somente inventado o primeiro rádio mas, dizem alguns, a primeira máquina do tempo.

Em relação à invenção do rádio, Tesla teria demonstrado um primeiro aparelho de “telégrafo sem fio” em 1893, ou seja, três anos antes da demonstração de Marconi. Mas o fato é que Tesla só teve sua invenção patenteada em 1900, quatro anos depois de Marconi.

Este e outros fatos alimentam todo um movimento de justiça histórico à Nikola Tesla enquanto inventor. Não obstante, por haver patenteado antes, a glória da invenção do primeiro rádio coube ao italiano Guglielmo Marconi.

A CULTURA DO RÁDIO.

Talvez nenhum outro invento moderno tenha marcado tanto a vida das pessoas de todas as classes sociais quanto o rádio. Mesmo depois da invenção da televisão, os primeiros programas basicamente adaptaram os modelos das novelas e programas radiofônicos.

No mundo dos esportes, até pouco tempo era muito comum ver pessoas que preferiam ir aos estádios de futebol sem deixar de acompanhar a locução do jogo por um pequeno rádio de pilha.

E mais do que isso. Os motoristas de todo o tipo, seja de caminhão, aplicativos ou motociclistas. Todos eles gostam de viajar enquanto escutam algum programa de rádio preferido. Isto explica-se facilmente pelo rádio oferecer várias funcionalidades em um mesmo canal: música, informação e entretenimento.

O RÁDIO NAS DÉCADAS DE 20, 30 E 40.

Sem risco de cair no erro, podemos afirmar com segurança que as décadas de 20, 30 e 40 foram o auge do rádio. Anterior à Primeira Guerra Mundial, o rádio era utilizado no esforço de guerra para comunicação entre tropas e envio de mensagens.

Já na década de 20, tem início a aquisição maciça de aparelhos de rádio para uso privado. No caso do Brasil, acompanhando a tendência mundial, o rádio foi inaugurado em 1922, na emblemática data de 7 de Setembro.

A ocasião era a comemoração do centenário da independência do país, e o rádio foi utilizado então para comunicar uma fala do presidente da República Epitácio Pessoa.

É interessante notarmos que essa associação inicial entre radiodifusão e poder público, acompanha a história do rádio ao longo da sua época de ouro. Sejam presidentes democratas como Roosevelt ou o Primeiro-ministro Churchill, ou ditadores do naipe de Adolf Hitler e Getúlio Vargas, o rádio muitas vezes serviu de veículo de propaganda política.

O FUTURO DO RÁDIO.

Apesar da grande diversidade e explosão de tecnologias de mídia digital e informação pela qual passamos, podemos dizer que o conceito do rádio ainda sobrevive nos podcasts.

O que é um podcast além de um programa de rádio adaptado para a era digital? E a persistência desse modelo auditivo de disseminação de informação talvez tenha uma explicação histórica.

A palavra falada e ouvida é o meio mais primitivo de comunicação da humanidade. Desde as sociedades tribais, passando pelas histórias de ninar e os discursos políticos, o ser humano ainda é muito ligado à palavra ouvida. E isto apesar do fato de sermos também muito visuais.